Você é muito frágil para isso

Kaline Michels Boteon | OAB/SC 33.563 | 13 de Julho de 2012

Se o brasileiro é considerado um dos mais empreendedores do mundo, sua força motriz vem das mulheres. Segundo dados estatísticos daGlobal Entrepreneurship Monitor 2011 (GEM), de cada 100 empreendimentos novos, 49 são comandados por mulheres, sendo que no Brasil elas representam aproximadamente 40% deste total.

Historicamente, nenhuma revolução foi tão intensa quanto a feminina. De salto alto, as mulheres deram um salto importante rumo ao sucesso, o que oportunizou uma série de conquistas sociais, políticas, econômicas e até mesmo pessoais. Basta um olhar retrospectivo para captar a capacidade de organização, superação e inserção em um mundo quase exclusivamente masculino. O processo é lento, mas sólido.

Direito do voto, igualdade social, disputa pelo mercado de trabalho e direitos trabalhistas representam a mudança gradativa no perfil da nova mulher. Ela deixou de ser apenas uma parte da família para se tornar sua comandante e até assumir a presidência de uma empresa. Por isso, seu ingresso no mercado é uma vitória.

A presença da mulher no mundo dos negócios aumenta nas pequenas e grandes empresas e nos mais diversos ramos de atividades, do cooperativismo ao setor de franquias. O mais interessante é que neste processo as mulheres que mais avançam na carreira são justamente aquelas que não fazem da sua condição feminina um “Cavalo de Tróia”.

Não foi feminismo que as levou além das manchetes de jornais e noticiários de televisão. Nenhuma mulher se tornou astronauta, juíza, presidente de uma empresa apenas por não ser homem. A ascensão profissional não foi impulsionada pela necessidade das corporações em diversificarem seus quadros. Elas cresceram por mérito, medido por padrões que valem tanto para os homens quanto para mulheres.

É preciso aproveitar os adjetivos propriamente femininos, tais como a diversidade de processos multifuncionais e a sensibilidade, que permite a congruência até de equipes heterogêneas. Na gestão do conhecimento empresarial, a mulher ganha cada vez mais importância estratégica, pois a habilidade de gerenciar atividades profissionais e domésticas simultaneamente pode ser usada para capitalizar as oportunidades no mercado com soluções criativas para resoluções de problemas, antes considerados insolúveis.

A condição de empreendedora traz em si a quebra da invisibilidade a qual o trabalho da mulher foi destinado historicamente aumentando sua participação nos processos políticos e sociais, ainda que tenha de enfrentar as restrições e preconceitos que fazem com que receba salários inferiores aos dos homens que exercem as mesmas funções.

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