Por uma concepção política juvenil

Kaline Michels Boteon – OAB/SC 33.563 | 06 de Outubro de 2012

A discussão sobre os novos rumos da política invade o cotidiano das pessoas na época de eleições. A escolha dos representantes, as disputas partidárias e as campanhas dos candidatos na corrida eleitoral geram rumores – e humores – carregados de patriotismo. Mas há uma parcela da população que parece alheia a toda essa agitação: os jovens.

Se a história brasileira está prestes a ganhar um novo capítulo, a juventude eleitora parece não se importar com a direção que a política vai tomar. O jovem mostra-se impassível diante às imoralidades, à corrupção desenfreada e à morosidade política. Essa descrença se traduz também nas urnas. Para o jovem eleitor, votar significa apenas comparecer na zona eleitoral e escolher alguns candidatos, sem maiores pretensões.

Essa concepção de política deve ser mudada. A compreensão do voto como um exercício democrático é necessário para a construção da cidadania. A participação política é uma esfera que comporta inúmeros significados, muito além da ritualidade do voto. Nesse aspecto, o ato de votar alcança um sentido social. Afinal, o jovem tem a capacidade de se unir a grupos desportivos, de lazer, de cultura e de manifestações artísticas, mas não se sente atraído por agremiações políticas.

A apatia política manifesta-se, também, na hora de escolher os representantes do governo. Para os jovens, a opinião dos familiares e amigos é fundamental – para não dizer exclusiva – fonte de pesquisa eleitoral. Falta-lhe atitude, ou preparo, ou até mesmo interesse pela questão política. Valer-se de um ou outro argumento para formar uma opinião é compreensível, mas deixar-se influenciar por ele é imaturo, e demonstra a incapacidade de pensar.

Para cativar o jovem eleitor é preciso incluir o assunto política nas conversas, nos debates em sala de aula, nas rodas de amigos. Não é preciso recorrer ao nostalgismo dos tempos da ditadura, com o discurso amarrado à visão política da época, tampouco apelar para o protagonismo juvenil, tão debatido hoje em dia. Deste modo, é necessária uma mobilização coletiva para reafirmar a confiança na cidadania e a crença na democracia. Afinal, é preciso ensinar o jovem a votar, a pensar em política não como uma obrigação a ser confirmada na urna, mas um modo de fazer valer o seu voto no dia das eleições.

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