Dez coisas que temos que aprender antes de ser sócio.

Giovani Duarte Oliveira –

Muitas empresas nasceram de uma idéia de uma pessoa, que, convidando outra para ser sócio, montaram uma empresa que no início assumiram todo o custo, dedicaram seu tempo, abriram mão de atividades pessoais para se dedicar ao projeto e depois de um tempo, quando a empresa começou a demonstrar sinais de lucro, acabaram não se entendendo mais, porque um sempre pensava que fazia, trabalhava, produzia, ou vendia mais ou que tinha mais iniciativa, achando-se prejudicado em relação à sociedade. O relacionamento vai se desgastando, porque não tem regras, acordos, combinações e tampouco um sócio sabe com clareza o que dizer ou esperar do outro, e por fim, apenas julga as atitudes e comportamentos aprovando ou reprovando-as, em sua maioria. Ocorre que dificilmente, em instituições de ensino tradicionais se houve falar em empreendedorismo, e tampouco em como ter ou ser sócio. A maioria das empresas que são iniciadas sem um estudo formal, seus proprietários aprendem a ser sócios apenas com a prática. Alguns com sucesso e outros com frustração. Antes de formar uma sociedade, no mínimo dez coisas são essenciais: 1) conhecer bem quem é a pessoa com a qual irá se associar, suas competências, valores e áreas de afinidade; 2) se suas próprias características somam e complementam com as do outro sócio; 3) avaliar o momento da economia, se as diretrizes governamentais estão direcionado para esse ramo de atividade, e se o sócio possui condições, morais, físicas e financeiras que você espera que tenha; 4) divisão de obrigações e de funções, se isso não estiver claro, acaba que um dos sócios se sobrecarrega; 5) reuniões periódicas com planejamento, metas e resultados, pois o fato de um sócio ser responsável por uma das áreas não significa que não tenha que prestar contas de seus números; 6) escrever todas as regras entre sócios, formando um acordo de acionistas, onde tudo que é combinado passa a ser a lei maior entre os sócios e tudo escrito e assinado, constituindo o chamado “acordo de acionistas”; 7) elaboração da chamada “Política da Empresa” em documento específico, devendo ser assinado por todos os sócios, entregue a todos os colaboradores e comunicada aos parceiros comerciais; 8) definição clara de pro labore de acordo com o mercado para a função de cada sócio; 9) não escolher o sócio por grau de parentesco, proximidade ou amizade, mas sim pela característica essencial que poderá servir para a empresa e sociedade desenvolver positivamente; 10) uma pesquisa de mercado para que o negócio seja iniciado com segurança. Ainda, o ideal é que os sócios se reúnam várias vezes, previamente, e que construam uma relação de prós e contras de sua sociedade. O indicado é que cada pessoa que vai participar de uma sociedade saiba o que significa cada cláusula do contrato social, assim como o que diz a lei sobre suas obrigações como sócio, para extrair da sociedade o melhor resultado, gerando inclusive novos negócios, e investimentos decorrentes de uma união saudável de forças.

Giovani Duarte Oliveira

Advogado, Especialista em Direito Processual Civil, Especialista em Gestão Estratégica de Empresas

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