Cavalheirismo

Giovani Duarte Oliveira – OAB/SC 16.353 | 16 de Fevereiro de 2011

 

A expressão cavalheiro deriva do cavaleiro, que na idade média, por estar montado a cavalo, se sobressaía aos que estavam a pé, e por essa razão, se destacando dos demais.

Daí acredita-se ser a origem da palavra cavalheiro. O cavalheiro, portanto, na sua interpretação técnica, atualmente, significa um homem de sentimentos e ações nobres, educado, gentil, que se preocupa com os outros e automática e consequentemente com o mundo. Assim como tantas outras qualidades nos homens atuais, uma das que mais se destaca é, sem sombra de dúvidas, o cavalheirismo. O adjetivo “cavalheiro” geralmente sempre é mencionado precedendo de “está em extinção”. A sociedade moderna está se despreocupando com adjetivos e conceitos que em um passado não tão remoto era uma obrigação e que no decorrer dos anos, passou a ser considerado como virtude. Se o mundo está caminhando para o caos e cada um de nós fizer sua parte, certamente, cada um sendo parte do mundo, este invariavelmente mudará e entrará nos trilhos. O corpo humano é composto por células, se cada uma delas for bem cuidada, o corpo todo fica sadio. O que realmente podemos fazer é cuidar das pessoas que estão ao nosso lado e uma das grandes maneiras que o homem tem para fazer isso é sendo um verdadeiro cavalheiro. Perguntando a qualquer pessoa que está ao seu lado, nesse momento, se acha que é importante e adequado que um homem seja um cavalheiro, qualquer uma responderá que sim, salvo de não o for. O Cavalheirismo consiste em ser uma pessoa não só com bonitas ações, mas especialmente e essencialmente com sentimentos e pensamentos bonitos, positivos e sinceros. A partir do pensamento que decorrem as ações. A Bíblia já fala que a boca fala o que no coração está cheio, portanto, não há beleza, elegância em ser cavalheiro com palavras não verdadeiras. O sentimento vem do interior, do abstrato e atos desprovidos de sinceridade, são atos de falsidade, o que é altamente, repugnante, por ser considerado bajulação. O homem cavalheiro é aquele que não tem vergonha de abrir a porta para as mulheres, especialmente, ou mesmo, para outros homens, crianças e idosos passarem à sua frente. O cavalheiro dá o seu assento para a pessoa que está de pé ao seu lado, ou ao menos lhe oferece. O verdadeiro homem oferece ajuda a quem segura um peso, que dá bom dia ou boa tarde mesmo sem conhecer as pessoas que lhe olhem na rua. O cavalheirismo é muito mais que se pensa, é além de tudo, se sentir bem em fazer boas ações, ações essas que refletem em estímulo para outras tantas ações e pessoas. Apesar de isso ser bonito aos olhos de quem o vê, para ser um verdadeiro cavalheiro, as boas ações são executadas ainda com mais ênfase quando não existem refletores, pessoas ou qualquer forma de divulgação. O cavalheiro é gentil com ele mesmo, demonstrando para si, que o que é mais importante é o bem, para os outros para si e para o mundo! O verdadeiro cavalheiro não tem limites para a sua educação e mesmo em situações ou momentos mais difíceis, a exercita e dá o exemplo. Mas exigir que as pessoas não tenham limite, parece uma tarefa muito difícil, no entanto não o é. Lógico, o limite é uma palavra que existe por existir, assim como tantas outras em nossa língua, no entanto, quem estipula o próprio limite? Logicamente somos nós mesmos, pois a partir do momento que se passa a exercer um controle sobre si mesmo, o que somente é possível após primeiro se querer e segundo, exercitar, não temos mais limites para nada, ou melhor, o limite é aquele que impomos a nos mesmos. O limite de nossa tolerância é parecido, se não igual, ao das pessoas que estão ao nosso lado, isso em decorrência de que aprendemos a viver assim. Logicamente, se quisermos, podemos mudar nosso comportamento, a partir do exercício do auto controle, e só tem sucesso nas relações interpessoais, nas amizades assim como em todos os relacionamentos quem tem e sabe exercitar o auto controle, sobre suas ações, sobre seu comportamento. Assim, para ser cavalheiro, não há limites, assim como para ser educado. Aqueles que têm dificuldades para ter essas características e mais, para exercitá-las, são encarados como “mal educados” e que por isso não merecem educação, porém, é exatamente o contrário, pois aqueles que não tem educação, não a receberam, e, portanto, devem ser tratadas com mais educação e cortesia que o comum, para que aprendam a conviver com essas características comportamentais cada vez mais. Não há ninguém tão mal educado que não possa aprender boas maneiras. O sistema prisional em nosso Pais é o mais tradicional exemplo disso, pois o cárcere ensina métodos ainda piores que os ensinados aqui fora, sendo um criador de maus hábitos. Com isso, está provado que a companhia de pessoas educadas, gentis, cordiais, amáveis, nos faz cada vez mais detentor das mesmas características. O mesmo devendo dispensar às pessoas que estão ao nosso lado, que estão próximas, que convivem conosco, nossos familiares, especialmente. Se pararmos para pensar, estamos sendo cavalheiros com as pessoas que nos rodeiam? E se além de a resposta para essa questão for negativa, estivermos ainda preocupados com o tratamento que essas pessoas estão nos dispensando, e entendendo que não é o melhor possível? Isso pode ser um grande sinal para mostrarmos nossa capacidade de mudança de comportamento e de se habituar à pratica de boas maneiras das pessoas mais experientes, tais quais nossos avós, pais, amigos,  professores ou seja lá quem for que possa servir de bom exemplo. O objetivo que aqui se pretende é provocar uma mudança repentina e qualitativa nos comportamentos e hábitos de todos os seres que entendem que seu limite para educação é o de respeitar quando se é respeitado e educado enquanto os outros são. Cavalheirismo é altruísmo, é preocupar-se em além de fazer uma ultrapassagem, os outros não se sentirão inseguros com aquela manobra, dedicar atenção aos idosos, é ceder a vez, é colocar-se no segundo lugar, é demonstrar humildade. Curiosamente, quando se age assim, tudo de bom acontece para si mesmo e todas as pessoas passam a lembrar e proteger aquele que assim se comporta. Não é muito difícil exemplificar uma situação dessas, basta perguntar a si mesmo quem é a primeira pessoa em grau de importância em nossas vidas, e imediatamente lembramos de nossa mãe, nosso pai, no entanto, salvo raros casos, são pessoas que doam amor aos filhos, incondicionalmente, e que fazem exatamente o que está escrito aqui, que nada mais é que fazer o bem. As pessoas que são bem tratadas, serão sempre os primeiros a promover o melhor tratamento ao que bem lhe tratou, no entanto, tratar bem, não é oferecer o tratamento necessário, e sim, dispensar mais que o necessário, que só assim, estará sendo um verdadeiro e cordial cavalheiro. Saber servir é o primeiro passo para uma grande conquista! Antes de ser adorado Jesus Cristo lavou os pés das pessoas que estavam ao seu redor. Muitos dizem que o Brasil é o pais do jeitinho, no entanto, cada um dos brasileiros é uma celular desse imenso corpo que a nação! Se cada um deixar de pisar na grama, de usar atalhos, de acusar culpados, de desrespeitar os avisos, as advertências, de descumprir as leis e motivar exatamente o contrário, certamente o destino pode ser outro, e isso não depende do outro, depende de cada um. Esse processo passa a ser tão natural e automático, que a cada dia que passa o desejo de preservar e respeitar o outro aumenta e os líderes são os que puxam a fila, e nada mais bonito que motivar a boa educação, respeito, humildade, a simpatia e a valorização do outro. E quando as pessoas que estão ao redor se admirarem com a mudança positiva de comportamento, é sinal que elas também estão mudando, mas muito melhor que isso, é saber que estão mudando em razão de haver alguém quem iniciou esse processo, você! Apenas sendo cavalheiro! Não diga não para fazer o bem.

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